segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

MST se compromete em cuidar de toda estrutura da Igrejinha do Navio


Há uma semana famílias de trabalhadores rurais organizados pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocuparam o terreno da Capela São Sebastião, a Igrejinha do Navio, na comunidade de Campina Redonda. A Capela faz parte da Paroquia Santos Anjos. Segundo o militante Rodrigo Athayde, que falou em nome dos acampados, toda estrutura será preservada e as famílias se comprometem a não causar nenhum dano.

A coordenadora da comunidade, Tatiele de Oliveira Ribeiro, explicou que os ocupantes participaram da celebração desse domingo. “Várias pessoas do acampamento participaram, ajudaram nas leituras, foi uma participação bonita deles, eles ficaram muito felizes com a nossa acolhida”, disse ela. 


Ainda segundo a coordenadora, eles explicaram para comunidade presente que pretendem ficar provisoriamente no local, explicaram quais os objetivos do grupo e que se comprometem em manter o local bem cuidado enquanto estiverem ali.

“De forma alguma vamos destruir o local. O que pode acontecer é ajudarmos a revitalizar e zelar”, disse Rodrigo. Até a última
sexta-feira (15) 98 famílias estavam no local e tudo o que pertence a comunidade estava bem conservado e limpo.

A estrutura do galpão esta servindo de refeitório e abrigo e o terreno da capela está sendo usado para construção de barracas. O espaço da Igreja não será usado de modo definitivo. Eles estão se organizando para construir uma agrovila e começar a plantar alimentos no local (saiba mais clicando aqui).

Ainda segundo Rodrigo, o local está sendo protegido pelo Movimento. “Foi escolhido esse espaço porque a gente sabe que tem uma reintegração de posse atá para Igreja. Para gente evitar o absurdo que aconteceu em Pinhão, onde derrubaram até uma Igreja, estamos fazendo a resistência aqui como forma de proteção”, ressaltou Rodrigo.

Em Alecrim, comunidade do interior do município de Pinhão, a empresa Zattar derrubou a igreja construída há mais de 20 anos. A demolição ocorreu horas depois que a Justiça cumpriu um mandado de reintegração de posse, garantido pela força policial do Estado. Além da Capela Nossa Senhora de Fátima, posto de saúde, salão comunitário e casas de 22 famílias foram destruídas pela madeireira.

Ajuda

As famílias acampadas no Igrejinha afirmaram estar abertas para receber todos os moradores da comunidade. Principalmente, porque cerca de 60 famílias no entorno podem ser despejadas a qualquer momento, com ações autorizadas pela Justiça.

Eles também contam com apoio da comunidade para aquisição de lonas, já que alguns barracos ainda estavam sendo construídos.

Por que o local tem tantos conflitos?

A área onde está construída a Igreja é marcada por um conflito agrário complexo e que se estende por muitos anos. Essa matéria da Central Cultura ajuda a entender melhor o que ocorre no local: 

Post: Cléber Moletta

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