sábado, 27 de agosto de 2016

IRMÃ EVA MORAES BERNARDES

IRMÃ EVA MORAES BERNARDES  ( Em Paz descanse)

 



Irmã Eva nasceu no Município de Cachoeira do Sul, Diocese de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, no dia 20 de novembro do ano 1923. Completaria 93 anos no próximo mês de novembro. Filha de Ladislau Felix Bernardes e Carmelina Moraes Bernardes. Era a mais velha dos filhos, muito companheira do pai em todos os trabalhos. Ainda jovem, a família mudou-se para Itaqui.
Ingressou na Companhia de Santa Teresa de Jesus no dia dois de setembro de 1950, na Casa noviciado de Montevidéu no Uruguai, completaria, no próximo dia dois, 66 anos de congregação.
Seu primeiro destino na Companhia foi o Colégio Santa Teresa de Jesus, em Livramento, até 1978. Seguiram-se os demais destinos: 1959 – Arroio Grande de Santa Maria-RS; 1973 – Imperatriz-MA; 1986 -  Açailândia-MA; 1987 – Itaqui-RS; 1995 – Erexim-RS; 1997 – Livramento-RS e 2009 – Guarapuava-PR onde permaneceu até 2012 quando veio a Porto Alegre na– Casa Provincial- RS por motivo de saúde.
Irmã Eva tinha uma devoção muito profunda à Eucaristia, que não a deixava duvidar de sair aos domingos para ir a uma Igreja próxima para a  celebração. Dizia: “Enquanto eu tiver condições de caminhar, irei à Missa.” Assim fez! 
Além de ser pessoa de muita fé, fiel à oração, era de muita determinação, disponibilidade e capacidade de trabalho. Não havia nada que lhe causasse receio em realizar. Na fundação do Colégio Santo Enrique, em Arroio Grande de Santa Maria-RS, por falta de marceneiro, Irmã Eva confeccionou todos os armários para as internas, pois quanto a trabalhos manuais era muito habilidosa e nada lhe era impossível.
Ao exercer sua missão nas casas de Imperatriz e Açailândia-MA, Irmã Eva fundou o Clube de Mães que, enquanto trabalhava com elas na formação cristã, promovia eventos para poder ajudar famílias pobres, doentes e crianças. Trabalhou incansavelmente com as mães, motivando a fundação do Clube em outras Dioceses. Da mesma forma acompanhou os casais cursilhistas. Marcou forte presença junto às famílias e ao povo em geral. Todos a lembram com carinho e saudade.
Em Guarapuava irmã Eva celebrou os seus 60 anos de vida Religiosa numa linda festa na capela Nossa Senhora da Imaculada Conceição do Guará e na Paróquia Santos Anjos. Sua missão foi:
·        Visita aos doentes
·         Clube de mães
·        Grupo da terceira Idade
·        Gostava de acompanhar o padre Reonaldo nas capelas .
·        Tinha um amor muito grande pelos sacerdotes, rezava muito por eles e pelo padre Reonaldo um carinho todo especial. Quando alguma Irmã chegava em Porto Alegre a primeira pergunta que fazia: Como vai “meu baixinho”? Já sabíamos que se tratava do Padre Reonaldo.
Ao ser realizada um dos encontros preparativos para Santas Missões Populares em Guarapuava, Irmã Eva encontrava-se adoentada. Ao tomar conhecimento do compromisso dos fiéis na Paróquia, disse decididamente: “Chega de doença! As missões estão acontecendo.”  E levantou-se e engajou-se no trabalho das missões, onde foi assídua até o fim.
Ao fazer visita aos doentes, manifestava grande interesse espiritual e se atualizava quanto ao conhecimento de remédios naturais, levando-os a quem fosse útil. Deixava transparecer seu carinho por eles quando dizia: “Irmãs, estou indo visitar meus doentinhos.” Isto com chuva, frio, calor, ...para ela não tinha impedimento quando se tratava de alguém doente .
Como hábil decoradora, preparava ambientes muito adequados para momentos de oração, festas e eventos, em geral. Fazia isso de maneira extremamente econômica, pois do “mato tirava arte”.
Na vida comunitária era solícita para tudo; bondosa com as irmãs, disponível para o serviço, sempre pronta a ajudar, fiel nos compromissos, observante das normas próprias de uma teresiana, assiduamente presente nos atos comunitários.
Sempre se preocupou em trabalhar, mas não dar trabalho. Repetia constantemente a frase: “não quero dar trabalho a ninguém”. Irmã Eva cumpriu isso à risca, nunca se queixava de doenças, cansaço ou de qualquer coisa negativa em relação à sua pessoa. Quando ela manifestou as fortes dores que sentia foi o ‘começo’ de seu fim. Após duas semanas de internação, sofrendo o indizível, Deus a chamou a si: “Vem, Amada do Pai, vem ocupar o lugar que mereceste com tua vida de generosa doação”.
Obrigada Irmã Eva por ter sido nossa companheira de caminhada por tantos anos. Obrigada por tudo o que realizaste, porque deixaste melhor o mundo à tua volta, por onde passaste.
Deus é a tua recompensa. Junto dele intercede por nós, por tua família, por teus muitos amigos.
Fica em paz!
Irmãs Teresianas
Post em By Walter Unger 



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