sexta-feira, 10 de junho de 2016

Há um quarto de século, era inaugurado em Guarapuava o Santuário de Schöenstatt

Espalhado por vários lugares do mundo, o Santuário de Schöenstatt é uma Obra que tem seu ponto de unidade na Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável.


Em Guarapuava há um lugar onde, assim que se ultrapassa o portão, a paz reina no visitante transcendendo ao físico e tornando o espírito leve e repleto da mais pura essência Divina. É um lugar de reflexão e de encontro com Deus. Este espaço é o Santuário de Schöenstatt.
Espalhado por vários lugares do mundo, o Santuário de Schöenstatt é uma Obra de grandes dimensões que tem seu ponto de unidade na Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável de Schöenstatt, na vinculação ao seu Santuário de graças e na fidelidade aos ensinamentos do Fundador, Padre José Kentenich.
Em Guarapuava, este trabalho teve início no final da década de 1970. Relatos destacam que tudo começou com a vinda de uma família da cidade de Londrina para o município, o casal Maria de Lourdes Massaro e Jorge Luiz Massaro.
Maria de Lourdes destaca que sua família sempre teve muita devoção a Maria. Ela conta que desde criança já participava de grupos de jovens de inspiração Mariana e isto só aumentou com o passar do tempo. Depois que se casou, segundo relata, a participação aumentou em se tratando dos Movimentos Marianos. “Jorge e eu sempre fomos muito unidos à nossa querida Mãe de Deus. Em Londrina, eu já participava da juventude desde 1968. E quando nos casamos começamos a participar da Liga de Famílias em Londrina”, detalhou.
Em março de 1979, o casal mudou-se para Guarapuava. Jorge passou a exercer suas atividades junto ao 26º Batalhão de Artilharia de Campanha (GAC).
O casal tinha um filho e Maria de Lourdes estava grávida. Engajados com os trabalhos junto à Igreja, os dois passaram a trabalhar na formação de Grupos de Oração para a Novena de Natal. A partir das Novenas, segundo destacam Jorge e Maria de Lourdes, novas amizades foram feitas. O casal Marcos Ludwing e Maria Clara Ludwing moravam numa casa ao lado dos Massaro e as duas famílias tinham um ideal em comum: Construir um Santuário em honra a Maria.
Outras famílias aderiram ao movimento e, naquele instante, passou a se pensar na criação de um lugar de oração denominado Santuário Lar Nazaré onde Nossa Senhora pudesse ser reverenciada.
Famílias da cidade de Londrina, no Norte do Estado, fizeram uma caravana e viajaram a Guarapuava para colaborar com o projeto evangelizador.
Era o dia 29 de maio de 1982 quando a pedra fundamental do Santuário de Schöenstatt foi lançada.
A partir de então, os encontros de oração entre as famílias passaram a ser cada vez mais frequentes. Os pais de Maria de Lurdes, incentivando as atitudes das famílias na criação de um local de oração, se prontificaram a contatar pessoas que pudessem orientar quanto aos procedimentos corretos a serem tomados para a criação da instituição. Padre Honorino Muraro trabalhava com os grupos de casais e participava ativamente da elaboração dos projetos.
O Padre Irineu Trevisan, da Sociedade de São Vicente Palloti (SVP) e as Irmãs Isabel Machado e Fernanda Balan, ambas do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schöenstatt, todos da cidade de Londrina, deram início aos trabalhos em Guarapuava.
Dezessete casais de Guarapuava foram consagrados pela Liga das Famílias em Londrina. A celebração de consagração aconteceu no Santuário da Esmagadora da Serpente. Em Guarapuava, este grupo pioneiro passou a articular junto à comunidade para que um Santuário também fosse construído em Guarapuava. 
As ideias foram amadurecendo e, em dado momento, o que antes era só sonho, passou a ganhar formas.
Relatos dos Pioneiros afirmam que em uma conversa no consultório do extinto Hospital Nossa Senhora de Belém entre os médicos Jorge Luiz Massaro e Jacir Cortes Pires, este se prontificou a doar uma parte de seu terreno no trevo do Pinhão para que o Santuário pudesse ser construído ali. A partir de então, os esforços foram no sentido de dar início às obras. Os trabalhos começaram depois da aprovação das Irmãs da Congregação de Schöenstatt.
A limpeza do terreno foi desenvolvida em mutirão. Como ainda não havia igreja, a primeira missa do Santuário em Ação de Graças, foi celebrada na casa de um dos Pioneiros.
Agora, de posse do terreno, a primeira etapa seria encontrar um local adequado onde as pessoas pudessem fazer suas orações.
Ao percorrer o local de mata fechada, os Pioneiros encontraram um pé de imbuia. A árvore chamou a atenção pelo seu tamanho e beleza. De imediato, aquele local ficou definido como um ponto de oração e foi inaugurado no dia 13 de março de 1988. 
A partir de então, aquele espaço tornou-se o centro das peregrinações na época. Padre Honorino, tido como grande incentivador e apoiador do Movimento Mariano, celebrava as primeiras Missas. Fiéis de vários pontos da cidade iam ao Santuário para rezar e fazer pedidos.
Construir a igreja no lugar sagrado era prioridade para os Pioneiros.  Com a chegada de Dom Albano Cavallin, segundo Bispo a assumir a Diocese de Guarapuava, os membros daquela comunidade, em reunião com o mesmo, falaram da intenção e da necessidade de obras no Santuário. Dom Albano, segundo relatos, ficou empolgado com a ideia e incentivou a construção. No dia de sua posse, os Pioneiros contaram que ele entregou aos representantes do Santuário uma maquete, pedindo que esta lhe fosse devolvida em forma de construção real. “Hoje entrego a vocês este pequeno santuário e desejo que me devolvam no dia da Inauguração do Santuário Filial de Guarapuava”, instruiu o Bispo na ocasião.
Dom Albano pedia para que fossem realizadas ao menos três grandes romarias por ano até o Santuário. E elas aconteciam com a ajuda da Legião de Maria que também era dirigida pelo Padre Honorino.
Os casais que continuaram com os trabalhos frente ao Santuário, precisavam de muito esforço para dar conta das tarefas que todos os dias aumentavam.
Eles contam que as dificuldades eram muitas, mas que não desanimavam. Inspirados por Maria, eles avançavam com as tarefas notavam as transformações do local.
Irmã Inês Maria Rubim, foi a primeira Religiosa da Congregação de Schöenstatt a morar em Guarapuava. Como não havia residência no local, ela passou a habital a casa das Irmãs da Caridade Social. A partir daquela residência, ela desenvolvia seus trabalhos para que as obras do Santuário não parassem.
Dois grupos de casais faziam os trabalhos pastorais. Juntamente com os Pioneiros, as famílias passaram a receber as imagens peregrinas que também eram levadas em escolas e hospitais da cidade.
Com o intuito de arrecadar fundos para a construção da igreja e também da casa para as Irmãs, os Pioneiros passaram a organizar jantares. Estes eventos eram realizados no Salão Social da Catedral Nossa Senhora de Belém, em Guarapuava, uma vez que a Comunidade ainda não possuía seu local para festas.
As primeiras edições dos jantares, de acordo com relatos, recebiam em média, cem pessoas. Depois, o número passou a aumentar e, uma média de quatrocentas pessoas passou a fazer parte dos eventos beneficentes.
Com recursos angariados através das promoções, a construção da igreja teve início.
Por sugestão de Dom Albano, o Santuário seria dedicado às Vocações Sacerdotais e Religiosas.
Para concluir as obras, foi necessário muito empenho, segundo relatam os Pioneiros. A rifa de um automóvel novo marcou o momento decisivo para a conclusão das obras. Com uma grande festa, a inauguração do Santuário aconteceu no dia 18 de novembro de 1990.
De lá para cá, são mais de 25 anos de trabalho evangelizador que se soma às comemorações do Jubileu de Ouro da Diocese de Guarapuava por ocasião dos seus cinquenta anos de fundação.
O MOVIMENTO
O Movimento Apostólico de Schoenstatt faz parte da Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Padre José Kentenich, em 18 de outubro de 1914, em Schoenstatt, na Alemanha. O ato da Fundação é a Aliança de Amor, selada pelo Sacerdote juntamente com um grupo de seminaristas pallottinos convidando a Mãe de Deus a estabelecer-se numa Capelinha e fazer dela um Santuário de graças, de onde partisse um movimento de renovação religioso e moral para o mundo. As circunstâncias comprovam que Nossa Senhora aceita esse convite e leva a sério a consagração realizada.
Em poucos anos, o local torna-se muito visitado por pessoas de vários lugares da Europa e também de outras partes do mundo. A Obra é duramente provada no decorrer das duas guerras mundiais e também por meio das autoridades eclesiásticas. Tais dificuldades aprofundam ainda mais a espiritualidade própria de Schoenstatt e amadurecem o amor e a fidelidade à Igreja de todos os que se empenham por essa Obra. A essência desta espiritualidade é a Aliança de Amor que os membros selam com a Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, no Santuário. Essa Aliança é um meio eficaz para a vivência mais consciente da Nova e Eterna Aliança, na qual somos inseridos pelo Batismo. Por meio dela, podemos crescer numa profunda fé na Divina Providência e aproveitar as pequenas coisas do dia-a-dia como caminho de santidade.
Uma Obra de tão grandes dimensões tem seu ponto de unidade na Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, na vinculação ao seu Santuário de graças e na fidelidade aos ensinamentos do Fundador, Padre José Kentenich.


Fonte: Diopuava

Por: Sirlei Pereira

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