segunda-feira, 17 de agosto de 2015

GT4 (Continuação especial) e GT5 - MUTICOM


GT4 - Vanessa Paula, Paróquia Santos Anjos - Diocese de Guarapuava
"Alguns tópicos importantes: A música católica/religiosa ela pode ser de duas formas: catequética ou litúrgica. A música catequética ela nos fala sobre Deus, que são as músicas que normalmente são cantadas, são mensagens. Muitos artistas fazem shows, grandes shows, que atraem muito público falando sobre Deus, sobre as coisas de Deus. A música litúrgica ela fala com Deus, e são essas músicas litúrgicas que nós devemos usar nas celebrações da eucaristia. Temos um problema muito sério hoje em dia, na música católica, que são os músicos que acabam misturando, ao invés de cantarem a música litúrgica, eles cantam as músicas catequéticas. Os dois tipos de música, são fundamentais, na música católica, fundamentais para a beleza e a santidade das músicas, porque elas devem ser assim.


O Padre Joãozinho nos tratou de problemas da música, que hoje em dia, muitos músicos que começavam na liturgia deixaram de ser ministério de música, para ser banda e hoje eles não sabem mais tocar em missas, hoje em dia eles sabem tocar em grandes palcos, para multidões, mas não sabem mais tocar em uma celebração, eles já não fazem mais questão de tocar em uma celebração, o que devia ser a prioridade e eles preferem tocar para grandes públicos, fazer shows e também acabaram se profissionalizando, tornaram a música católica como meio de profissão, eles ganham dinheiro, ganham fama, sucesso, são reconhecidos, da mesma forma que os cantores seculares. O que de algum ponto é bom, tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que acaba chegando a envolver, chegam mais perto de pessoas que não vão na igreja, que vão atraídos pelo som, muitas pessoas que gostam de música, que são músicos, que conhecem bons músicos, que reconhecem a qualidade dos músicos, e acabam indo atrás disso e de alguma forma são tocados, são evangelizados. 
Ele citou exemplos de cantores católicos, que fazem sucesso, como a Banda Rosa de Saron que ela não necessariamente fala, declaradamente, da religião, mas sim traz uma mensagem boa ao povo, boa ao público, e de certa forma fala de Deus mas ela não é declarada. Então os jovens, os músicos principalmente, acabam indo envolvidos pelo som, pela melodia, pela qualidade técnica da música, e acabam tendo uma bom mensagem na música deles. 
Ele falava também dos músicos, da variedade de músicos hoje em dia, tudo dentro da religião, mas focava na missa, o cuidado que nós músicos católicos temos que ter durante a celebração. 
Ele focava muito em uma questão , que ele se preocupa que é o salmo, porque é uma parte muito formal da liturgia, e hoje em dia eles fazem melodias que o músico chega lá, canta, faz o maior floreio e pede para o povo repetir. Ele falou que chega a dar pena, quando ele olha pro povo com a cara de paisagem que o povo fica, porque o povo não alcança as notas e muito menos as melodias, que eles acabam criando, fazendo do ambão do altar um palco e o povo só assiste, mas o povo não é tocado, e o povo sai da igreja com aquela música que ficou no ouvido, muitas vezes incomodativa. Então, ele diz para tomarmos muito cuidado, criar assim, uma melodia tranquila, uma melodia que o povo possa acompanhar, que seja fácil de memorizar, porque não tem povo que cante com qualidade, são um ou outro que sabem cantar, mas são muitos poucos. As pessoas querem cantar, mas as vezes ela não tem qualidade vocal para fazer uma nota alta na música, com toda aquela melodia que os músicos acabam inventando.
Então, ele como professor, com toda a qualidade que ele tem, com todo o seu currículo na área de música, na área de padre, que estudou liturgia, se formou tem pós-graduação, mestrado, doutorado, todas as especializações que ele tem, ele pediu para aqueles músicos que estavam ali que tomem cuidado com os cantos, para que sejam litúrgicos e que o povo consiga cantar. Alguém perguntou para ele "Padre, mas como é que eu vou definir um canto litúrgico do religioso, pra mim cantar na missa?" Ele respondeu assim: "Quando você cantar, e o povo, a igreja inteira vibrar com você, cantar junto e o povo sair tocado, o povo sentir Deus e conseguir cantar junto, esse é um canto litúrgico. Quando o povo participa, e não assiste, esses são os cantos litúrgicos."
Foi muito prático, a gente fez muito execício, a gente cantou durante a GT, ele dava a melodia, ele dividiu em vozes, fez sons diferentes, ele falou do canto gregoriano, de cantar em latim. Então, foi assim, mais prático."

GT5 - Padre Carlos, Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Diocese de Guarapuava
"Foi muito interessante a abordagem a partir da acolhida, hoje se fala tanto em uma igreja em saída, e essa foi praticamente o que norteou todo o contexto do nosso grupo de trabalho. Um destaque que eu traga, para o nosso grupo é que nós como católicos precisamos estar mais prontos para a acolhida, inclusive a acolhida e também ir ao encontro de Cristo. Duas palavras fortes: Encontro e acolhida.
Na questão acolhida, a motivação é que as pastorais e movimentos sejam de fato, trabalhem, em uma pastoral de conjunto. Se cada pastoral e movimento quiser trabalhar, olhando somente para o seu grupo nós vamos distanciando ainda mais a dimensão de encontro com Cristo.
Outro destaque fundamental, que percorreu o nosso debate foi a questão bíblica. O Documento 100 da CNBB lançado recentemente fala que a igreja católica, precisa valorizar mais a palavra de Deus. Nós precisamos ainda dar alguns, muitos, passos e nesta dimensão da palavra, especialmente, na leitura orante da palavra de Deus. 
No final do nosso grupo de estudos, saiu uma carta, esta carta foi direcionada para a equipe central do Muticom e também essa carta foi direcionada para as TVs católicas, na qual se impede que as TVs católicas priorizem um tempo maior aqueles que não tem ainda um programa que valorize a palavra de Deus, melhor seria se fosse em forma da leitura orante da palavra de Deus, para que muitos católicos que ainda não fizeram ou não conheçam, possam de fato melhorar o seu conhecimento em relação a palavra de Deus. 
Uma outra dimensão, conversada no final, que toda essa abordagem do Muticom, seria interessante se cada diocese, cada paróquia fizesse pelo menos uma iniciativa, a partir do Muticom. Então, esse é um desafio que todos estamos levando, nós Diocese de Guarapuava estamos levando também, "O que fazer depois desse Muticom?" e quem sabe ai priorizar estudos e aprofundamentos em grupo para melhor facilitar o conhecimento da palavra de Deus e da evangelização como um todo".

Muito obrigada ao Padre Carlos, e especialmente a Vanessa, que agora possamos colocar em prática tudo que aprendemos nesses dias.
Vocês são muito especiais! 
Ellen Karolynne
(Coordenadora PASCOM)

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