sexta-feira, 17 de julho de 2015

2º Dia do Muticom (16/07/2015 - Manhã)


O segundo dia do 9º Muticom se iniciou com a santa missa, logo após Dom Gebhard Fürst, vindo da Alemanha, deu uma palestra abordando o tema: Internet e redes sociais.
Dom Gebhard Fürst nos diz que a internet é como a máquina a vapor do espírito; onde como a invenção da máquina a vapor trouxe vários benefícios, a internet traz hoje outros benefícios.
A igreja missionária independentemente do meio rápido para isso, onde o maior meio de comunicação do papa com o povo é o Twitter. Representando assim um novo meio papal, onde ele diz: “Francisco quer se comunicar”.
E como povo de Deus, a igreja é sobretudo comunicação, servindo ao ser humano e não causando danos e cada vez mais precisando de uma abertura positiva.


Comunicação social e construção da ética.
Palestra com Elizabeth Barros, doutora em educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Onde ela cita que: “A realidade é muito mais do que vemos.” E que o tempo que vivemos, é o tempo Imidiático, onde o processo de comunicação atua por meio do contágio das redes sociais, que nos viabiliza os novos modos de vida. E diz que: “Modos de comunicação produzem modos de viver.”
Dizendo que temos muitos construtores de subjetividade, não sendo só na questão da família, da casa, do interno, mas também, não só externas, sendo assim a flor da pele. Como a garrafa de Klein, não se sabe onde é interno e externo. E diz que comum, não é o que se vê sempre, e sim que: “Só produzimos comum na diversidade.”


A era da desintermediação: o senso religioso contemporâneo.
Dom Leomar Brustolin, doutor em teologia nos diz que devemos pensar mais no coletivo, no nosso, em nós, não só no eu, no meu. Onde Dom Leomar nos diz: “Não rezamos, meu pai, vim a mim o teu reino, mas sim, Pai NOSSO, assim nos ensinando a pensarmos no outro.”
Onde as pessoas procuram a religiosidade, que está centralizada no “eu”, e não a religião, que é o vínculo com o grupo.
E ele diz sobre o pluralismo cultural que sempre valorizar o diferente, onde:
“O Pluralismo liberta as pessoas de normas fixas, mas também as desorienta pela perda das referências fundamentais e gera fragmentação da vida e da cultura.” (Comunidade de Comunidades. Doc 100 CNBB)
E ele fala muito sobre a participação, onde não vamos assistir à missa, mas sim, participar da missa. Falando que muitos, vão atrás de Deus, mas não vão atrás do vínculo com Deus, devido a “satisfação” pessoal. E diz que a grande crise da sociedade de hoje é eternizar o presente.
E finaliza dizendo que a paz de Deus começa com um sorriso.



Logo após, o final das palestras, houve uma debate com os palestrantes: Elizabeth e Dom Leomar, onde Elizabeth fala muito que a subjetividade, não é racional, é a abertura ao novo, e Dom Leomar diz que devemos voltar as fontes, nos aprofundar, e entender o que aconteceu.

Ellen Karolynne
(Coordenadora PACOM)
Direto do 9º Muticom

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